
Andresa Piva - Araranguá - jornal A Tribuna - Criciúma 21/09/07
É na localidade de Espigão da Pedra, em Araranguá. que Luiz Rosso, de 40 anos, dedica-se de seu próprio jeito a guardar parte da memória da região. Acadêmico de história ele mantém na casa com quem mora com sua mãe, a aposentada Fiorineta Biff Rosso de 78 anos, peças italianas que pertenceram à familia e quase tudo que se possa imaginar de objetos, investimentos e imagens pertencentes a antigas capelas da região. Um exemplo e a batina e a estola, e o corporal que pertenceram ao padre Pedro Baldoncini na dácada de 20. Estão lá castiçais banhados em bronze e um candelabro que era usado nas procissões da comunidade, resgatados e recuperados pelo colecionador. A casa ainda abriga itens menos religiosos, como todos os discos de vinil, fitas K7, CDs e Dvds de Milton Nascimento. Além de milhares selos guardados em meia dúzia de velhas pastas.
Mas é na coleção de santinhos, destes distribuidos nas igrejas, com a imagem do santo padroeiro até em missas de sétimo dia. o maior acervo do colecionador do Espigão da Pedra. A coleção iniciada quando ele era um garoto com mais ou menos dez anos, já ultrapassa a 3 mil imagens sacras. Muitas são de um mesmo padroeiro mas impressas em cores e épocas diferentes.
Rosso diz que começou a se interessar pela coleção de santinhos como passatempo. Portador de epilepsia, que o privou de inúmeras atividades comuns aos garotos na infância, e depois na adolescência, Rosso conta que sofria ataques epilépticos quase todos os dias. Era de Nossa Senhora de Todas as Graças seu primeiros santinho, distribuídos por padres que visitavam seu colégio.
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